Em 10 de março de 2019, o voo ET302 da Ethiopian Airlines decolou de Addis Abeba com destino a Nairóbi. A bordo estavam 149 passageiros e 8 tripulantes. A viagem que deveria durar cerca de duas horas terminou em tragédia em apenas seis minutos. O avião perdeu contato com a torre de controle e caiu perto da cidade de Bishoftu.

O acidente gerou um impacto emotivo em todo o mundo, com muitos familiares e amigos das vítimas ainda em luto. A Ethiopian Airlines, a maior companhia aérea africana e uma das mais respeitadas em todo o mundo, sofreu seu segundo acidente fatal em menos de seis meses. O incidente anterior foi em outubro de 2018, quando outro avião da Ethiopian Airlines caiu após decolar de Adis Abeba, matando 157 pessoas.

As investigações sobre o acidente estão em andamento para esclarecer as causas do ocorrido. Em 4 de abril de 2019, o relatório preliminar foi divulgado indicando que o sistema anti-stall do Boeing 737 Max 8 estava ligado e que o equipamento teria sinalizado a presença de um erro antes da saída da aeronave. Além disso, foi confirmado que o acidente tem grande semelhança com o desastre do Lion Air JT610, também envolvendo um Boeing 737 Max 8.

Esse fato fez com que muitos países deixassem o modelo em terra como medida preventiva. Mais de 40 países ao redor do mundo suspenderam as atividades da Boeing 737 Max 8. Algumas das principais companhias aéreas também cancelaram a operação com o modelo em questão.

A Ethiopian Airlines também decidiu entregar as caixas-pretas do avião envolvido no desastre para que especialistas possam analisar as informações contidas e esclarecer as possíveis causas do acidente.

Esta tragédia tem consequências sérias para a Ethiopian Airlines e para a indústria da aviação em geral. Empresas aéreas estão buscando soluções para garantir a segurança tanto dos voos quanto dos seus passageiros. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) informou que está comprometida em aumentar a eficiência e segurança da aviação global.

Um questionamento importantíssimo a ser levantado é sobre a regulação das autoridades competentes. Há uma preocupação crescente sobre a qualidade e o rigor das Agenças de Aviação Civil de alguns países. A falta de uma fiscalização mais eficiente pode estar contribuindo para os acidentes com as companhias aéreas.

Em resumo, o voo da Ethiopian Airlines de março de 2019 foi uma tragédia que abalou o mundo. É preciso ter um olhar atento para garantir a segurança e a eficiência do setor aeronáutico. É importante lembrar que uma investigação minuciosa das circunstâncias do acidente deve ser feita para garantir que as possíveis causas sejam identificadas e corrigidas.